08 abril 2016

[Resenha]: Black Para Sempre - Sandi Lynn (Trilogia Forever #1)

Categories , , | Em 8.4.16 3 comentários
Sinopse: O primeiro livro gira em torno de Ellery, que sempre imaginou que seu futuro estaria ao lado de seu namorado perfeito e seus felizes para sempre estava garantido. Entretanto, quando ele faz suas malas e pede espaço, ela vê seu mundo ruir e decide focar somente em suas pinturas e desistir de relacionamentos, até que em uma noite ajuda um homem completamente bêbado a chegar a sua casa em segurança. Um homem que logo estará disposto a brigar por um futuro ao lado de Ellery e apoiá-la quando seu mundo estilhaçar novamente.

Oi pessoal! Hoje eu trouxe a resenha de um livro que pra muita gente é polêmico e pra mim é só um bom romance, com uma boa dose de sofrência haha. No final do post eu falo das reclamações :)


Porque em algum momento você tem que perceber que algumas pessoas podem ficar em seu coração, mas não na sua vida e esta é a minha maneira de mantê-lo no meu coração.

Quando a Ellery Lane se mudou lá do estado dela pra Nova York junto com o seu namorado, ela nunca imaginou que um dia ele ia simplesmente fazer as malas e ir embora, dizendo que precisava de espaço. Ellery é uma artista e faz quadros maravilhosos, e assim que ela fica solteira tudo o que ela quer é se perder na sua arte, mas a sua melhor amiga insiste que ela tem que sair de casa, conhecer gente nova, se distrair, enfim, começar o processo pós-término de relacionamento hehe.


Ela sai pra dançar e acaba ajudando um estranho extremamente bêbado a chegar até a sua casa em segurança, já que do jeito que ele estava o mais provável era que ele amanhecesse jogado em alguma calçada. Chegando na casa dele, ele faz aquela bagunça que todo mundo que bebe demais já fez e ela acaba passando a noite com ele pra ter certeza de que ele não vai passar mal de novo. 

O estranho é o famoso CEO Connor Black, que fica irritado ao ver uma garota desconhecida na sua cozinha quando ele acorda, mas ao mesmo tempo ele fica intrigado com a sua personalidade desafiadora e teimosa, mas acima de tudo com a sua bondade. Connor tem um passado trágico e por isso não quer mais se apaixonar, mas isso não o impede de procurar a Ellery e começar uma amizade com ela.

Ellery tem um milhão de motivos pra não se envolver com Connor, nem mesmo só começar uma amizade, ele tem a maior fama de mulherengo, e ela tem um segredo que com certeza vai afastá-lo no futuro, mas ela sabe que a vida é curta e então aceita ser amiga do Connor. Mas com a atração que rola entre os dois, será que eles conseguem ficar só na amizade?! Tan-tan-taaaaaaaann!!

Bem, muitas pessoas acreditam no felizes para sempre e as relações de contos de fadas, não vamos tirar isso deles.

Tá, não precisa ser gênio pra saber que um romance vai acontecer, é lindo, mas é super turbulento! Eles são dois teimosos e brigam toda hora - toda hora mesmo - um mais sem razão que o outro, quase um casal de adolescentes haha, mas eles também sabem ser fofos :) Adoro quando o casal começa com a amizade e se conhecem bem antes de qualquer coisa, acho que com tantos livros onde o casal pula na cama nas primeiras páginas, um passo mais lento sempre me convence mais do amor que a autora quer que eu acredite, recomendo! Black Para Sempre é o primeiro livro da Trilogia Forever, o segundo livro é o mesmo livro no ponto de vista do Connor e o terceiro nos mostra um desafio novo com uma conclusão maior da história da Ellery e do Connor ♥

Se estivesse prestes a respirar pela última vez, usaria meu fôlego para dizer te amo muito e sempre vou amar. 


Agora falando rapidinho das duas polêmicas que eu vi esse livro causando nas redes:

Pode conter leves spoilers de Black Para Sempre e Cinquenta Tons de Cinza.

1) "Black Para Sempre é uma cópia barata de Cinquenta Tons de Cinza": acho as comparações super injustas com os dois, e coisa de quem não leu os livros completamente. Connor é um CEO e tem um passado trágico, essas são as únicas coisas em comum que ele tem em comum com Christian Grey na minha opinião. Ahh, e sobrenomes de cores haha, mesmo que o Grey seja com 'e'. Vale ressaltar que enquanto Christian teve uma infância horrível que influenciou o modo como ele viveu a sua vida inteira, Connor teve experiências ruins com relacionamentos já na sua vida adulta. Acredito que você não deve deixar de ler esse livro só porque você teve uma experiência ruim com 50 tons, assim como não acho que você deve comprar esse livro porque você quer encontrar um novo Christian Grey. Leia resenhas, depois os livros e tire as suas próprias conclusões, as autoras merecem e agradecem ;)

2) "A capa brasileira é horrível; a original é muito melhor; a editora fez um péssimo trabalho; não quero mais comprar o livro" blá, blá blá: Eu fui uma das poucas pessoas que adorou a capa que a Editora Valentina escolheu logo de cara, achei que ela transmite muito melhor o Connor e a Ellery, e não posso explicar mais pra não dar spoilers. Também fui uma das pessoas que ficou morrendo de vergonha alheia de alguns comentários maldosos na página da editora. Todo mundo gosta de uma capa bonita e bem trabalhada nos livros que compra, e acho que as duas capas são lindas, mas também acho que se você é leitor de verdade, você acredita que não se deve julgar um livro pela capa, certo? Se você, que não conhece a história, gostou da sinopse mas não curtiu a capa, dá uma chance que eu acredito que você vai curtir :) Aqui em baixo eu coloquei as capas dos três livros pra vocês, me contem nos comentários o que vocês acham ;)


Black Para Sempre
Autora: Sandi Lynn 
Título Original: Forever Black (Forever #1)
Ano: 2015 / Páginas: 256
Idioma: português 
Editora: Valentina

14 março 2016

[Resenha]: O Que Há De Estranho Em Mim - Gayle Forman

Categories , , | Em 14.3.16 6 comentários
Sinopse: Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. 
Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão. 
Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.


A autora Gayle Forman sempre foi muito elogiada entre meus amigos leitores, por sua narrativa emotiva e melancólica. Meu primeiro contato indireto com sua obra foi através do filme Se eu ficar, que só conheci por causa da participação de duas atrizes que eu adoro: Chloë Grace Moretz e Liana Liberato. Gostei tanto do enredo do filme, que me senti na obrigação de entrar no universo da autora à partir de seu livro. O que há de estranho em mim surgiu como a minha primeira oportunidade desse contato literário. 

A história, basicamente, me surpreendeu por não ser focado em romance, mas sim em amizade. Ponto para Gayle! Adoro romances, mas quando o autor só utiliza desse artifício no enredo a história torna-se fraca, quase sem sentido pra mim.

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A narrativa é muito leve e fácil de ler, com alguns toques de sarcasmo por parte das personagens. São levantadas diversas questões polêmicas como homofobia e distúrbio alimentar, que abre espaço para a reflexão. E também uma análise sobre a relação de pais e filhos que, em minha opinião, foi a parte mais de maior aprendizado no livro. 

A ideia da autora de escrever um livro falando sobre reformatórios comportamentais surgiu após escrever uma matéria para a revista Seventeen e perceber o quão rígido e sem preparo eram alguns destes locais. Então, de certa forma, o livro tem uma intenção moral, mesmo sendo fictício, o que me agradou muito como leitora. 

“É que a gente acha que a loucura e a sanidade ficam em lados opostos de um oceano, mas na verdade não passam de duas ilhas vizinhas.” (p.194)


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O Que Há De Estranho Em Mim
Título Original: Sisters In Sanity
Autora: Gayle Forman
Ano: 2016 / Páginas: 224
Idioma: português 
Editora: Arqueiro

10 março 2016

[Resenha]: O Último Dos Canalhas - Loretta Chase

Categories , , | Em 10.3.16 4 comentários
Sinopse: O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insen- satos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a der- rota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.


Hey gente! Novamente, depois de anos luz, voltei com mais uma resenha e mais um romance de época. Com a vida nada fácil, essa última greve não deixou nada tranquilo e nem favorável, me enrolei toda pra conseguir ler esse livro, mas foi (amém Senhor!).

O Último dos Canalhas faz parte de uma série de livros Scoundrels (Canalhas) da autora Loretta Chase, no Brasil é o segundo livro da série a ser publicado, o primeiro fora O Príncipe dos Canalhas (resenha aqui), mas originalmente é o quarto livro da série.

Confesso que não consegui deixar de fazer comparações e o fato de ter amado o primeiro livro de paixão me levou a criar tantas expectativas para esse que senhor, nem o samu me ajudava a terminar de ler. Não sei se o problema sou eu, mas vi tantos comentários positivos que to me achando a Evil Queen – #teamRegina! – pior ter tido vontade de abandonar o livro a cada página. Vamos ao que interessa.

“Pelo que falavam, o duque Ainswood era um dos libertinos mais depravados, inconsequentes e teimosos listados no Nobiliário de Debrett, o que não era um feito pequeno, levando-se em conta o estado lamentável da aristocracia atual.”

O livro conta a história de Vere Mallory e Lydia Greenville. Considerado, literalmente, O Último dos Canalhas, já que sua família é conhecida pela produção de canalhas ao longe de toda sua história e geração, Mallory, carrega com louvor o DNA de um verdadeiro e legítimo canalha, obrigada. Com uma linha de sucessão enorme e o desejo de aproveitar a vida permitiu a Vere que conquistasse sua fama com louvor, entretanto a vida sempre trata de dar um tapa na cara e nos trazer a realidade e fora isso que ocorreu. Mallory enterrou o primo e melhor amigo, penúltimo na linha de sucessão, e em seguida seu primo de 9 anos, o qual o mesmo se apegou demais, adquiriu uma doença que o levou a morte. Assim, era chegado o tempo de assumir o ducado e lidar com as responsabilidades, mas não foi bem isso que ocorreu, já que fugir era ao seu ver tornou-se a melhor opção.

“Não podia operar milagres e curar tudo o que as afligia, mas podia fazer por elas o que não pudera fazer pela mãe e pela irmã: podia falar por elas. Nas páginas da Argus, suas vozes eram ouvidas.”

Lydia Greenville é típica mocinha de romances de épocas: avançada demais para sua época. Independente, autossuficiente, e com algo que me chamou a atenção, seus ideais e pensamentos são totalmente feministas, Lydia me impressionou durante quase todo instante na história, com suas respostas e atitudes rápidas ao se tratar de se defender e defender outras mulheres do machismo -socar o querido canalha, Duque Aiswood, na frente de todos assim que se conheceram conta, não conta? 

“A vida não era nenhum conto de fadas. Na vida real, Londres assumia o lugar de palácio de sua imaginação romântica juvenil. As mulheres e crianças esquecidas eram suas irmãs e sua prole, toda a família de que ela precisava.”

Assim como nós nos dias de hoje, Lydia teve que provar que era capaz de exercer o cargo de jornalista escrevendo uma das melhores matérias, ainda que nem sempre estas venham ser reconhecidas como deveria, para o jornal que trabalha. Matérias essas sobre exploração e prostituição de menores, o não reconhecimento paterno e por aí vai (nada muito diferente do que vemos hoje, não é mesmo?). Entretanto não é só disso que uma jornalista consegue sobreviver, então a mesma escreve com um codinome, masculino, as aventuras de ‘A Rosa de Tebas’, história essa que deixa toda a cidade ansiosa por mais, até mesmo aqueles que não são leitores assíduos. E é no dia que o mordomo de Aiswood apresenta a história para ele que os dois se conhecem, assim já dá pra imaginar que por aí vem muitas brigas, aventuras, fofocas e romance.

“Na verdade, os dois sempre haviam sido impiedosos um com o outro. Sempre tinham trocado insultos e socos. Era como se comunicavam. Era como expressavam afeto e compreensão.”

Então, como disse antes esse livro me decepcionou bastante, talvez por que ter criado muita expectativa por ter tido uma boa experiência antes, ou talvez esse não era o meu momento. Achei a história clichê demais, maçante, repetitiva, já que inúmeras vezes eu via a clara repetição das cenas de O Príncipe dos Canalhas na versão Lydia e Mallory; a cada página eu me sentia passando por uma morte lenta. Não, essa não foi uma leitura fácil.

Não sou tão má assim e por isso vou listar umas coisinhas e curiosidades legais sobre a história.

1. Nanda quis me matar porque essa resenha nunca acontecia (sorry miga!);

2. A história em n momentos me parecia mais uma representação dos dias de hoje, o que me fez ver que não evoluímos em nada;

3. Esse é o primeiro mocinho canalha que não me apaixonei;

4. Tem muita presença do nosso amado Lorde Belzebu sim;

5. A história tinha tudo pra ser u-a-u-!, mas ficou faltando algo que ao meu ver a deixou parada;

6. Fiquei confusa diversas vezes enquanto lia;

7. Eu acho que não listei praticamente nada de positivo, mas ok;

8. Achei legal a referência, ainda que escondida, de alguns pontos do movimento feminista (Girl Power!);

9. Os quotes são incríveis, mais só coloquei alguns.


Bem, é isso. Espero que vocês gostem e me digam se gostaram da história, o que mais chamou a atenção de vocês, e o que acharam da resenha. Contem-me tudo e até a próxima! xx

O Ultimo dos Canalhas
TÍTULO ORIGINAL: THE LASTION HELLION
Ano: 2015
Nº de Páginas: 304
Idioma: português 
Editora: Arqueiro

08 março 2016

[Resenha]: O Leão Ferido - Mia Sheridan (Signos do Amor)

Categories , , | Em 8.3.16 1 comentários
Sinopse: Leo se apaixonou por Evie quando os dois ainda eram crianças, no lar adotivo temporário em que viviam. No futuro difícil que parecia guardado para ele, a única certeza de seu coração era que nada jamais o afastaria daquela garota. Mas, na adolescência, ele foi adotado e teve que se mudar para outra cidade. Durante oito anos eles ficaram afastados contra a vontade e, nesse tempo, Leo precisou superar muitos obstáculos – sobretudo os problemas criados pela mãe adotiva – para se tornar o homem que merecesse Evie e pudesse finalmente buscá-la. O reencontro, porém, não foi fácil e Leo teve que se esforçar para se reaproximar de Evie, reconquistar seu amor e, com sua ajuda, deixar para trás toda a tristeza de uma infância de abandono. Em O coração do leão, Evie narrou seu lado desse romance. Agora, em O leão ferido, é a vez de Leo contar tudo o que lhe aconteceu e revelar o desfecho dessa história de amor.
Essa resenha contém spoilers do livro O Coração do Leão, clique aqui pra ler a resenha. 


Talvez eu esteja chegando lá. Talvez não seja a péssima aposta que acreditei ser por tanto, tanto tempo.

Toda história tem dois lados. Depois de ler o lado da Evie em O Coração do Leão, a autora lançou O Leão Ferido, onde o Leo nos conta tudo o que aconteceu com ele. É importante salientar que esse livro não é uma continuação, esse é o mesmo livro contado do ponto de vista do Leo, mas você tem que ler esse depois de O Coração do Leão pra não sofrer do mal dos spoilers ;)


Nós sabemos que o Leo e a Evie se conheceram quando crianças no orfanato e se apaixonaram quando entraram na adolescência. Quando o Leo tem 15 anos, um casal sem filhos o adota, eles se separam mas prometem manter contato sempre e que um vai esperar pelo outro, só que quando o Leo se muda para o seu novo lar, ele descobre da pior forma possível que nem tudo é o que parece, que ele não pode confiar nos seus pais adotivos e que o pesadelo da vida dele está só começando...

Foi bem difícil e triste ler sobre tudo o que aconteceu com o Leo :'( 8 anos depois ele é um homem bem diferente do menino que vivia naquele orfanato com a Evie. Ele se odeia por muita coisa que ele fez e não acha que ele merece ficar com a Evie, de jeito nenhum. Só que a vida tinha outros planos pra eles dois e quando ele se vê cara a cara com a Evie, Leo começa a sonhar com uma segunda chance pra eles dois.

Porque eu sou um covarde que não vale nada e só pensa em si mesmo. Eu queria Evie e achei que essa era a única forma de impedir que ela me deixasse. Entrei em pânico e menti. E agora... sei que tenho que contar a verdade a ela, mas estou apavorado. Como pode ver, sou um covarde que não vale nada. 


O problema é que ele mentiu e enganou a Evie durante muito tempo. Será que ele merece mesmo uma segunda chance? Nós acompanhamos a batalha interna do Leo, ele quer contar a verdade, mas ele sente que não pode, que não está pronto pra possível reação da Evie, ele teme que depois que ela souber o tipo de vida que ele teve durante os últimos anos, ela vai odiá-lo tanto quanto ele se odeia.

Eu gostei mais desse livro, porque quando eu terminei O Coração do Leão, eu tinha bem mais perguntas do que respostas e a minha ansiedade não me deixou relaxar haha. Em O Leão Ferido eu recebi todas as explicações que eu queria e eu pude aproveitar a jornada desse casal. A autora fez um ótimo trabalho com o ponto de vista masculino. O livro não ficou repetitivo porque ele explica as várias questões sobre o passado do Leo, e eu realmente entendi o que o ele estava pensando, as suas atitudes e até os seus erros! Eu pude ver como ele não quis machucar a Evie, e o quanto ele estava apaixonado por ela desde sempre ♥ Recomendo a duologia!

E também tenho esperança de que você veja que lutei por você porque você vale a pena. 

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O Leão Ferido
Título Original: Leo's Chance
Autora: Mia Sharidan
Ano: 2016 / Páginas: 240
Idioma: português 
Editora: Arqueiro

06 março 2016

[Resenha]: Era Uma Vez No Outono - Lisa Kleypas (As Quatro Estações do Amor #2)

Categories , , | Em 6.3.16 7 comentários
Sinopse: A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?

As nossas caçadoras de marido preferidas estão de voltaaaa!! Era Um Vez No Outono é o segundo livro da série As Quatro Estações. Cada livro conta a história de um casal diferente, mas eu recomendo que você leia essa série e na ordem por causa das reviravoltas que acontecem de um livro pro outro. Se você quiser saber mais sobre o primeiro é só clicar aqui e ler a minha resenha :)


- Medo de você? - disse Lillian sem pensar. - Meu Deus, eu nunca teria. 
Westcliff inclinou a cabeça dela para trás e a encarou, e um sorriso se espalhou lentamente pelo seu rosto.
- Não, não teria - concordou. - Você seria capaz de cuspir no olho do demônio, se quisesse.

Recapitulando, estamos em Londres, 1843, e as nossas 4 solteironas favoritas fizeram um pacto: elas vão se ajudar na busca de maridos durante as imperdoáveis temporadas de Londres, começando da mais velha até a mais nova. Anabelle é a mais velha delas e mocinha do primeiro livro e já está casada. Check. Agora é a vez da Lillian :)

Lillian é americana, bonita e herdeira de uma fortuna, devia ser fácil pra ela encontrar um marido na alta sociedade, certo? Errado. Ela é diferente de tudo o que os homens ingleses estão acostumados, ela não tem os modos de uma garota criada nas regras de etiqueta de Londres. Ela é praticamente uma selvagem aos olhos na sociedade, é obstinada, teimosa e quase sempre fala coisas inapropriadas, o que só dificulta a situação dela na missão caça-marido.


Do outro lado nós temos o solteirão convicto Marcus, Lorde Westcliff. Ele é arrogante, controlado, e raramente mostra as suas emoções, porém ele é muito honrado, respeita muito os costumes da sociedade e sempre faz o que é esperado de um homem na sua posição. Marcus esconde de todos a atração que sente pela audaciosa americana, afinal todos sabem que ele deve se casar com uma garota da sua classe social, se envolver com alguém como Lillian não é bom para a sua linhagem.


Sendo tão diferentes, o fato de que eles se detestam não é nenhuma surpresa. Marcus é esnobe demais na opinião de Lillian e ela é moderna demais para um homem como Lorde Westcliff. Como Marcus pode sequer considerar uma mulher tão inadequada para ser sua esposa? Todas as discussões e cortadas entre eles só servem pra mascarar a tensão entre os dois, eles querem ficar juntos mas odeiam que é isso que eles querem, é hilário :)

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- Ah, Daisy, é revoltante o modo como desejo agradá-lo. Temo fazer algo muito idiota hoje. Começar a cantar ou algo desse tipo. Pelo amor de Deus, não me permita. 

Adorei ver o Marcus colocar os traumas dele de lado por causa da Lillian, e claro, ver a Lillian reconhecer que ela fez um julgamento errado do caráter do Marcus. Quando os dois finalmente aceitam os sentimentos um pelo outro é quando a gente respira um pouco e curte eles como casal, mas não por muito tempo! Nas últimas páginas do livro rola uma reviravolta que eu não esperava mesmo, fui pega de surpresa e já quero o terceiro livro pra ontem!

- Querida, na próxima vez que você estiver em uma sala cheia de desconhecidos... pode dizer a si mesma que alguns são apenas amigos esperando para ser descobertos. 

Bom, vocês já sabem que a Lisa é a minha autora preferida de romance de época, então super recomendo a leitura :)

Era Uma Vez No Outono
Título Original: It Happened One Autumm (Wallflowers #2)
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2016 / Páginas: 288
Idioma: português 
Editora: Arqueiro

03 março 2016

[Resenha]: A Rainha Normanda – Patricia Bracewell (Emma da Normandia #1)

Categories , , | Em 3.3.16 4 comentários
Sinopse: Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia. Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa. Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida. Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita.
Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.


A Rainha Normanda é o primeiro de uma trilogia, que até então não teve o seu segundo livro (The Price of Blood) lançado no Brasil, que conta a história de uma jovem normanda de apenas 15 anos, chamada Emma, que é obrigada a se casar com o rei da Inglaterra, Æthelred II, tornando-se então a rainha da Inglaterra em meados dos anos 1000 d.C. O enredo é todo baseado nas Crônicas Anglo-Saxã e de uma intensa pesquisa da autora entre documentos, testamentos, sermões, leis, cartas e documentos da época. Apesar de poucos relatos expressivos da época, e em particular da vida da rainha Emma, há um manuscrito chamado Encomium Emmae Reginae que conta a vida desta. Porém, a narrativa tem seu inicio quando Emma possuía, aproximadamente, 30 anos, deixando de fora 15 anos de história do casamento entre ela e o rei Æthelred II. Esse fato foi o motivo pelo qual a autora se sentiu inspirada a escrever sobre a enigmática rainha. Logo, esse primeiro livro é, segundo Patricia, “o resultado dessa curiosidade”.

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Patricia trabalha com a história relatada em documentos, e as lacunas que encontra introduz a parte da ficção. Essa linha tênue entre o real e o irreal é algo pelo qual sou apaixonada, principalmente quando isso é feito com propriedade e responsabilidade. O resultado é sempre maravilhoso, porque a história ficcional torna-se tocável. Pontos para a autora também em seus personagens muito bem desenvolvidos, uma coisa que acho essencial em qualquer leitura, e na descrição dos locais e cenários que foram detalhados na medida certa. Outra coisa valiosa na obra foram os costumes da época que foram devidamente mostrados, tais como o papel da mulher, que em alguns momentos quase me fez tacar o livro para o alto, mas ao mesmo tempo ficar feliz pelo progresso que tivemos até hoje em relação a esse assunto.

A personagem Emma é um carisma à parte, por sua força e determinação. Ela tem uma humanidade que era difícil de ter naquela época, e isso me deixou ainda mais orgulhosa. Pesquisando um pouco, descobri que a rainha Emma foi uma mulher muito a frente da sua época, pois desempenhou um papel político muito forte, o que abriu portas para as próximas gerações de rainhas. Em grande parte, acredito, por seu amadurecimento precoce no primeiro casamento com o rei inglês. 

Entre intrigas dentro da corte, guerras eminentes, mentiras e amores secretos, você se desloca pra outro universo e conhece personagens incríveis. Patricia despertou em mim um interesse por uma parte da história em que eu, até então, não possuía nenhum fascínio. Acredito que os amantes de romances históricos tem a obrigação de ler A Rainha Normanda

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A Rainha Normanda (Emma da Normandia #1)
Título Original: Shadow on the Crown
Autora: Patricia Bracewell
Ano: 2015 / Páginas: 400
Idioma: português 
Editora: Arqueiro

26 fevereiro 2016

[TOP 5]: Filmes Melhores que os Livros

Categories , , , , , | Em 26.2.16 5 comentários

Oi blogosfera! Quantas vezes você já ouviu alguém dizer: O livro é muito melhor que o filme! Aposto que várias :) Bom, esse é um top 5 das adaptações que eu considero melhor que o livro. 


Eu sei, é até um pecado um leitor dizer isso haha, mas eu vou tentar usar meus poucos poderes argumentativos. Antes de qualquer coisa, só quero deixar claro que essa é a minha humilde opinião e vocês são mais que bem-vindos a expressar a de vocês lá nos comentários :)

1) Garota Exemplar (2014)


Garota exemplar conta o desaparecimento de Amy Dunne na manhã do 5° aniversário de seu casamento com Nick, que se torna o suspeito número 1 do seu sumiço. Sempre recomendo esse livro pra quem me pede indicação nesse gênero, ele é maravilhoso, só que ele deixa a desejar um pouco onde o filme acerta. A narrativa tem uma estrutura não-linear, com um vai-e-vem entre o passado e o presente, que deixa as primeiras 150 páginas do livro um pouco enfadonhas, e embora elas sejam necessárias, deu vontade de largar o livro no começo. 


Já o filme prendeu a minha atenção desde o primeiro minuto e eu adorei tudo, principalmente o elenco. Torci muito pra Rosamund Pike levar o Oscar, porque pra mim ela estava perfeita de Amy. Clique aqui pra ler a minha resenha do filme :)


2) Diário de Uma Paixão (2004)


Eu tenho um caso sério de amor e ódio com o tio Nick, alguns livros dão certo e outros não. A história do grande amor do Noah e da Allie definitivamente não funcionou no papel pra mim, eu li já faz bastante tempo e tudo o que eu lembro é que eu não via a hora de acabar, e olha que esse é meu gênero preferido, mas infelizmente eu achei a leitura tediosa e melosa demais.


Em compensação o filme é de partir o coração de tão lindo :) Rachel McAdams and Ryan Gosling estão excelentes, lindos e maravilhosos. É difícil não suspirar pelo casal que tem tudo pra não ficar junto mas não desistem um do outro, o filme tá na minha lista de melhores romances desde sempre.


3) Conta Comigo (1986)

Conta Comigo é um filme baseado no conto O Outono da Inocência - O Corpo na coletânea Quatro Estações de Stephen King. Eu costumo correr na outra direção do gênero que o Stephen King escreve porque eu tenho medo de tudo e qualquer coisa de terror. Por outro lado, é impossível ignorar o sucesso do autor e eu resolvi começar pelos contos dele. 


Em O Corpo um escritor narra o que aconteceu quando ele tinha 12 anos e junto com outros 3 amigos, eles vão em busca do corpo de um adolescente que estava desaparecido na mata há dias, só que a aventura acaba sendo bem mais marcante do que eles imaginavam que seria. Esse aqui não é um caso de um ser melhor que o outro, é mais que o filme pegou as melhores partes do conto e adaptou pra um roteiro que virou um clássico com falas inesquecíveis, leiam e assistam :)


4) Stardust: O Mistério da Estrela (2007)


Perto de uma terra mágica, um boy promete pra sua amada que ele vai buscar uma estrela cadente de presente pra ela, só que a estrela caiu além das fronteiras mundo deles, assim ele acaba entrando num mundo cheio de magia, aventuras e romance.


Sim, Niel Gaiman é um gênio. Sim, o livro é maravilhoso, uma obra-prima. Eu gosto dos dois, só que eles fizeram uma mistura tão maluca que deu tão certo com elenco e roteiro, que eu gostei do filme um pouquinho mais, fora que eu gosto mais do final cinematográfico. Bom, leiam e assistam os dois e me contem depois hehe.

5) Drive (2011)


Eu ganhei esse livro num sorteio e não conhecia a sinopse, ele é bem fininho então peguei pra ler num fim de semana. Eu larguei ele duas vezes antes de conseguir terminar, e até hoje eu não entendi muita coisa desse livro haha. Drive conta a história de um cara que trabalha como dublê de cenas automobilísticas em filmes em Los Angeles, como o salário não é lá essas coisas ele começa uma vida criminosa virando piloto de fuga, até que um dia as coisas dão errado.


Esse livro foi bem confuso pra mim, ele tem muitos flashbacks e as vezes parece que a narrativa não caminha pra lugar nenhum e eu tive dificuldade de me localizar na leitura. Depois que eu vi o filme, deu pra ver que a linguagem do autor se traduziu muito melhor para as telonas e acho que esse era o objetivo final dele. No filme eles exploram mais o relacionamento do piloto com a Irene, e como os atores tem uma boa química, eu gostei bem mais do filme :)


E vocês? Quais os filmes que vocês gostaram mais do que os livros? Contem pra mim nos comentários, beijos! X